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José Paulo Ferro

José Paulo Ferro nasceu em Alcobaça em 1955. Vive e trabalha em Lisboa.

Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa tendo feito o Bacharelato em Design e a Licenciatura em Artes Plásticas/ Pintura. Foi aluno e monitor do Instituto Português de Fotografia e actualmente é professor na Escola Secundária de Pedro Nunes. Expõe colectivamente desde 1975 e individualmente desde 1980. Foi premiado em 1981 na “Exposição de Pintura e Desenho” da Câmara Municipal de Lisboa, em 1982 no “Salão de Primavera” do Casino Estoril, em 1989 na “I Bienal de Fotografia” de Vila Franca de Xira e no “Prémio Soctip Jovens Pintores”, em 1993 na “III Bienal de Fotografia” de V. F. De Xira e no “II Prémio Nacional de Pintura Júlio Resende” e em 2004 na “Exposição/Celebração do 1650.º Aniversário do Nascimento de Santo Agostinho”. Ilustrou os livros “A Porta” de José Fanha, edição Quetzal, e “Saha, a Gata” de Colette, para a Colares Editora. Participou, como artista plástico, nas equipas vencedoras dos concursos para os hospitais de Ponta Delgada e Santa Maria da Feira integrado no atelier de arquitectura Aripa, tendo também concebido tratamentos murais para os hospitais de Penafiel e Tomar em colaboração com o mesmo atelier. Em 1999, por proposta do Studio Milou Architecture, realizou em Paris duas litografias para o novo espaço cultural da Mairie de Niort. Em 2001, foi seleccionado para aquisição pelo júri da “VII Mostra Unión Fenosa”, passando a integrar a colecção do M.A.C.U.F.. Está representado em diversas colecções particulares e públicas como as do Hospital de Alcobaça, da C. M. de Vila Franca de Xira,  do antigo Banco de Fomento,  da Caixa Geral de Depósitos, da Portugal Telecom, ou do Instituto Camões.

jpferro

“Céu”, grafite sobre papel, 2008, 24x(50×50 cm) = 200×300 cm.

DESENHO DE MUITAS FOLHAS

Quando o Rodrigo da Câmara me convidou para integrar este projecto, pensei que o espaço seria um grande armazém ou fábrica abandonada para os lados de Braço de Prata. Comecei a “desenhar” ideias de fotografias a preto e branco.
A visita à Fábrica do Braço de Prata, espaço que só conhecia como a nova morada da Ler Devagar, além do encontro com os outros artistas, fez-me entender que o projecto era outra coisa e que um trabalho “específico para o sítio” implicaria uma relação com livros, folhas, texto, papel…
Daí resultou o trabalho que apresento. De um lado um desenho composto por muitas folhas, como um “livro aberto” em que os olhos do leitor, no seu constante movimento, mudam incessantemente de página. Do outro um “desenho encadernado” que reproduz o que está exposto, em folhas de papel vegetal que, em virtude da sua transparência, suscitam uma leitura de palimpsesto que as bibliotecas sempre me sugerem. Neste livro/desenho alguns pequenos textos acentuam a ideia de que qualquer obra se constrói sempre sobre as dos que nos antecederam, mesmo quando as linguagens são outras.

José Paulo Ferro

Março de 2009

One Comment leave one →
  1. Isabel Medina permalink
    15/04/2009 11:26 pm

    Devagar, devagarinho … pousei o olhar nas tuas paisagens/dobragens de livro «outro» que quero ler ao vivo, assim que possa.

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