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Ema M

EMA M (Margarida Prieto) nasceu em Torres Vedras, em 1976. Vive e trabalha em Lisboa.

Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em 1999. Mestrado em Pintura, em 2008.

Actualmente, a artista é doutoranda na mesma área.

Exposições individuais e colectivas em Portugal, desde 1999. Tem participado como ilustradora em publicações e livros dedicados, principalmente, a crianças. EMA M (Margarida Prieto) está representada em colecções particulares e institucionais, em Portugal, Espanha e França.

www.ema-m.com

www.ema-m.blogspot.com


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CALME DES NUITS

Calme des nuits, fraicheur des soirs,
Vaste scintillement des mondes,
Grand silence des antres noirs
Vous charmez les âmes profondes.

L’éclat du soleil, la gaité,
Le bruit plaisent aux plus futiles;
Le poéte seul est hanté
Par l’amour des choses tranquilles.

Les fleurs et les arbres,
Les bronzes, les marbres,
Les ors, les émaux,
La mer, les fontaines,
Les monts et les plaines
Consolent nos maux.

Nature éternelle,
Tu sembles plus belle
Au sein des douleurs,
Et l’ art nous domine;
Sa flamme illumine
Le rire et les pleurs.

Camille Saint Saëns , Calmes des Nuits, op.68, Nº1 para coro misto.

m-11
Um políptico composto por vinte telas, em acrílico sobre tela, é exposto horizontalmente acima das estantes da livraria Ler Devagar. Cada tela tem pintado um verso do texto acima exibido. Trata-se da letra de Calme des Nuits, canção escrita para coro misto, do compositor Camille Saint Saëns (1835-1921). Antes de cada verso foi colocado um número ordenador de uma leitura que confirma a sua sequência original.

Para quem nunca ouviu esta canção, a sonoridade do poema resume-se à de cada palavra dita, pronunciada, verbalizada. Para quem conhece a obra, a sonoridade melódica de Saint Saëns está implícita. Esta implicação dá-se no reconhecimento de um texto que terá, neste políptico, a função de activar a memória de um outro som que não o das palavras ditas: o som musical.
A pintura é aqui o veículo técnico que permite o registo de uma grafia. Confere ao texto uma visualidade distinta da visualidade de um texto impresso. Pela pintura – através da letra pintada – enfatiza-se a palavra inscrita e a sua visibilidade enquanto grapho, em detrimento da escrita musical – a partitura –, do registo sonoro – uma gravação – e de uma voz (ou vozes) aqui em falta.
A pintura apresenta-se no seu grau mínimo: é medium para mimar graficamente uma tipologia de lettering e transferir a regra ocidental de leitura, caracterizada pela linearidade, aqui sublinhada através das vinte telas. A referência ao nome do compositor e a classificação «opus 68, nº1» são indicadores de ordem autoral, e identificam o número da obra e a sua sequência num conjunto de obras do mesmo autor relevando, nesta representação pictórica, os regimes da citação e da alusão. Citação do texto e alusão à música.

Margarida Prieto

Lisboa, 30 de Março de 2009.

2 comentários leave one →
  1. Helena Prieto permalink
    19/04/2009 9:06 pm

    Bon soir ma cherrie…
    Gostei muita da tua pintura e da ligação com a canção. Estarás a inventar uma nova corrente – pintura musical?
    Parabéns por mais uma exposição.

  2. 17/06/2012 7:34 pm

    Fui ver a exposição no Centro Cultural de Cacais e estou em estado de paixão! Apetecia fazer daquele espaço a minha casa. Apetecia que as paredes da minha casa estivessem cobertas com a sua pintura! Parabéns! Bom trabalho que vou seguir sempre de perto.

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